Assim fala Hugo Chavez…

Jean-Marie Lambert

Assim fala Hugo Chavez…

 

Difícil entender os sentimentos que batiam no peito dos bravos de Ayacucho.

Uma marcha forçada. A vigília. O som da corneta. E a certeza da batalha …

Quem sou eu no meu conforto e quem é você no ar condicionado para imaginar tamanho sofrimento? A vida moderna desarma a mente para penetrar façanhas passadas. Mas houve sim glória de sobra no caminho das Independências.            

A epopéia foi una, do Mar Del Plata ao Rio Grande. Porém com heróis de coloridos diferentes. E – sem desmerecimento das demais partes – a Venezuela é que mais brilhou em quantidade e qualidade. Porque, se todos por igual forneceram combatentes, só Caracas soube pensar grande.

A história achou aí densidade dramática particular sob a liderança de alguns nomes que a mística latina genericamente faz sua, mas que são de pleno direito patrimônio caribenho. Miranda, Sucre e Paez eram venezuelanos. Mas Santander não fugia muito à regra, pois nascera em Cucutá logo atrás da fronteira, quando a Colômbia como tal nem sequer existia.

O maior expoente foi Simon Bolívar, porque tinha projeto subcontinental de integração político-econômica nos moldes da contemporânea experiência norte-americana.

Morreu abandonado por uma burguesia intelectualmente inapta e se apagou nos braços da meiga quiteña que tanto amara e tanto traíra. Adorava Manuelita e todas as outras, pois era “galinha”. Porém, foi fiel à doutrina libertadora até na morte, porque lidera da tumba mais uma revolta que bem poderá mexer fundo nas formas de decidir, produzir e distribuir até hoje dominantes na América Latina.

A proposta contra-hegemônica a renascer do passado não bate à risca com a visão primeira, porque há 200 anos entre o Libertador e Hugo Chavez Frias. O quadro se enriquece conseqüentemente ou se empobrece de outras tonalidades, mas a idéia base permanece, incomodando e agradando essencialmente os mesmos interesses. Pois o percurso da região balança entre a abertura sobre os grandes centros financeiros internacionais e a opção nacionalista de desenvolvimento endógeno. Duas apostas mutuamente excludentes a disputar corações e mentes no fragor das armas e no calor de um debate que não se cansa de morrer e renascer com cada geração e a cada golpe.

O primeiro termo da alternativa sempre venceu com apoio de Londres ou Washington conforme a hora, mas o espírito da segunda tem vida longa e fura o cerco cá e lá. A briga chavista, portanto, é cara nova para coisa velha a opor forças de dentro e poder de fora no embate tronco da saga latina. Socialismo do Século XXI, em suma, é contingência cosmética, porque o DNA estruturante contém uma autêntica luta de classes sem fronteiras, com estratégias de retenção barrando um clássico confisco de renda petrolífera.

O estudo do fenômeno é delicado. Porque há uma metódica exposição mediática a estímulos negativos. O projeto, com efeito, repousa em ruptura de paradigma que visa o fim do atual modelo de domínio hemisférico, e o sistema imunológico reage com todas as armas.  Chavez – em síntese – é corpo estranho. Portanto, micróbio letal e filho do diabo. Representação isenta implica, pois, prudência e crítica: é preciso despoluir o cérebro e desligar o taxímetro para explorar o quadro do ponto zero.  

Quer ver o recorrente argumento do autoritarismo? Você sabe: o homem é mandão, ditador, antidemocrático. Falso ou verdadeiro?

Bem. Você marcou a segunda alternativa por condicionamento pavloviano. Mas eu fucei na Venezuela, enquanto você fixava a Globo. E veja o que achei … a começar pela personalidade do chefe.

O Chavez do mito televisivo é golpista mal sucedido que fracassou na tentativa de tomar o poder à força em 1992.

Sim e não. O juízo depende finalmente de contextualização. Porque a extensão do campo de observação à década de 80 revela outra coisa. Não tem como negar o atropelamento das instituições por tanques de guerra, bem entendido. Porém, a forma de exercer o poder naquela hora não era bem o ideal que almeja a mente moderna.

A Venezuela banhou no mais retrógrado caudilhismo até as vésperas da Segunda Guerra. Um período que a historiografia oficial tende a encerrar em 1935 com a queda de Juan Vicente Gomes, mas que se pode razoavelmente prolongar até o fim do regime Perez Jimenez em 1958, já que a época se caracteriza por uma contínua concentração de autoridade na elite branca em detrimento da maioria parda.

A estrutura classista era racial e devia a vida à repressão militar em última instância. Um quadro que mudou um tanto nos anos 60 com o advento de governos civis estáveis a garantir uma sucessão pacífica durante duas décadas …

Era aparência enganosa, no entanto, porque a calma escondia um acordo mafioso a confiscar a decisão em favor de dois partidos. Tipo, eu ganho a presidência e te nomeio primeiro ministro ou vice versa. E, do resto, a gente divide os cargos sem briga.

O pacto entre Acción Democrática e o COPEI social cristão, passou para a crônica com o nome de Punto Fijo por referência à residência do então presidente Rafael Caldera onde fora firmado para tornar-se Carta Magna de uma cultura de panelinhas conhecida como puntafijista em que não havia bate-boca nem tampouco democracia, já que o eleitor não tinha escolha a não ser votar em coisa igual para ficar com igual coisa.

De pizza em tapinha, a mediocridade tomou conta. Porém, com renda petrolífera amenizando os efeitos da roubalheira. Até que Reagan resolvesse destruir a União Soviética de qualquer maneira. E é exatamente onde o amigo Hugo sai pela culatra, porque a tática – entre manipulações monetárias e financeiras a esfomear meio Planeta – comportava uma vertente comercial visando derrubar as cotações de hidrocarbonetos, que representavam a principal fonte de divisas da Rússia … mas também da Venezuela!

Washington, que tinha raiva de Moscou, traçava estratégias globais a distribuir o ônus da intriga nas periferias. E Caracas engoliu o lucro cessante em aperto de cinto e ortodoxia fiscal numa sangria que misturou programa de FMI com esmola de BIRD para deixar um país anêmico quebrando ônibus e jogando pedras na polícia …

A crise incubada na geopolítica de lá eclodia assim nas panelas de cá numa lógica que qualquer governo minimamente nacionalista barraria com moratória. Mas Carlos Andrés Perez cumpriu a parte que lhe tocava na ordem imperial e mandou o exército controlar a rua.

Um massacre! Centenas de mortes. Ou até milhares segundo a fonte. Fossas comuns. Desaparecidos aos montes. E soldados atirando na própria gente …     

Estupefatos e indignados até a medula, alguns oficiais juraram defender a pátria com a criação de um movimento batizado de Bolivariano Revolucionário.

Chavez liderava o baile, mas sem saber bailar, porque tinha formação de quartel e carecia de malícia política. Agia por espontânea busca de justiça e foi parar atrás das grades por falta de experiência … porém feito para sempre herói-mor da pobreza.

Teve tempo de sobra para Maquiavel e aproveitou os tempos de cárcere para conquistar envergadura teórica. Nunca incorporou o marxismo como base filosófica de relação com a vida, porque tem sentimento religioso que rejeita o mundo de átomos e vácuos da visão materialista. Deus criou, pois, o cosmos e as estrelas. Isso não se nega. Mas deixou procuração com Adão e Eva para a organização do universo social. E eis onde entram alguns conceitos marxistas …

O trauma nasce do episódio de 1988. É ponto pacífico. Houve gatilho moral e problema de consciência a questionar a opção de um governo mero receptáculo de vontade alienígena.

Chavez rejeita essa inversão de função. Não é caixa de correio estadunidense e nem quer saber o que o Tio Sam dele pensa. Diz claramente quem é dono da casa. O que incomoda, com certeza. Tanto mais que a proposta é extensiva à América Latina. Mas ele topa a parada e vai tranqüilo à luta.

Primeiro, tem que re-nacionalizar o que foi privatizado. Porque (ponto A) democracia implica decisão. O que tem a ver com força. E capital é poder. Sem o qual não há democracia. Nem projeto nacional. Porque inexiste capacidade decisória.

E (ponto B) meio de produção é fonte de acumulação.

Portanto (ponto C), entregar a propriedade do aparato produtivo a controle estrangeiro é desistir de capitalizar o próprio trabalho e abortar a formação de um poder autônomo. Um círculo de idéias a mover o raciocínio para voltar impiedosamente no mesmo fecho, sem concessão, bifurcação ou desvio …

Democracia bolivariana, nessa perspectiva, tem dimensão instrumental muito além do sistema eleitoral. É ferramenta coletiva de moldagem socioeconômica. E se não responder a tal conceito, melhor ficar em casa que se incomodar com voto.

O jogo, no fundo, se propõe reter riqueza em proveito de quem realmente a cria, mas a estratégia não se limita à faceta patrimonial pura: ataca o plano monetário, marginalizando o dólar para organizar o escambo de carne argentina ou serviços educacionais cubanos por petróleo; corta o Banco Mundial para criar o BANCOSUR e propor uma nova sistemática desenvolvimentista; sai das negociações da ALCA e lança o bloco da ALBA; enfim, revisa toda regra por onde o confisco passa.

O problema está na álgebra. Porque todo + implica um – . E, na refrega, o Norte perde o que o Sul ganha. É o princípio da distribuição internacional de renda. E, naturalmente, tem gente que chia. Muito alto, por sinal. Porque controla os satélites e todas as caixas de ressonância da mídia.      

De qualquer forma, a Venezuela toca seu bonde, educa seus filhos e cuida dos seus doentes. Há hospitais com enfermeiras cubanas em cada esquina e 40.000 bolsistas a estudar medicina em Havana. Sem falar dos supermercados públicos vendendo bife a preço de banana. A miséria – tão simples assim – acaba de ver médico, presunto e água encanada pela primeira vez na vida!

Caracas, por sinal, achou jeito de zerar fome e dívida externa com uma só cajadada. E, mendiga na virada no século, virou investidora pelo mundo afora.

Revoluciona a estrutura energética de Buenos Aires a Manágua.  Espalha empresas mistas em Havana e na Bolívia. Quebra monopólios mediáticos no Equador. Instala hospitais no Haiti e refinarias na Jamaica. E, sobretudo, capitaliza a renda petrolífera, que abandona as praças financeiras internacionais para virar bem-estar em casa.

De dividendo na bolsa nova-iorquina a estradas, fábricas e escolas no Subcontinente, o lucro dos hidrocarbonetos passa por uma metamorfose que a elite bem-pensante nunca entendeu e jamais entenderá.

A Venezuela, ademais, acaba de descolar o certificado UNESCO de analfabetismo zero. Pois pobre – por incrível que pareça – só aprendeu a escrever agorinha, porque quem governou até o limiar do novo milênio não achou tempo nem recursos para missão tão básica.   

Em meio a tanta virtude, contudo, a República Bolivariana comete um grande pecado do ponto de vista norte-americano. Porque disponibiliza o petróleo de Maracaibo para o desenvolvimento latino. É parte integrante do projeto, e disso não faz segredo. Mas a abertura da torneira para cá haverá de secar os fluxos para fora. E os investimentos da PDVSA em oleodutos e refinarias nos vizinhos caminham nesse sentido. Uma tendência que Washington entende barrar a todo custo.

O bolivarianismo é assim alvo de todos os complôs. Mas a democracia participativa produz por si só o concreto armado da resistência …

O arroz com feijão do marketing contra passa a impressão de um poder populista, concentrado e personalizado na figura do chefe de Estado. A realidade, contudo, revela um formigueiro político a diluir a função decisória em centenas de entidades populares sem equivalentes no sistema representativo. O Brasil, com efeito, vota e debanda para virar espectador entre dois pleitos. Mas o povo venezuelano fica de plantão num envolvimento cidadão permanente que não concebe ação intermitente nem delegação cega de autoridade.

A constituição bolivariana – única a referir-se a cada cargo político no feminino e no masculino! – desloca notoriamente a deliberação para as bases. E é de se reparar a quebra da clássica trilogia “Legislativo-Executivo-Judiciário” com o acréscimo do Poder Cidadão, visando esvaziar a esfera estatal para animar um espaço público distinto.

A espinha dorsal do sistema reside nos Consejos Comunales para onde convergem os principais vetores de força. Mas há – além disso – comitês e células para todo assunto e todos os gostos.

O cenário lembra muito a governança municipal petista de alguns anos atrás: uma reunião para o asfalto … outra para a creche … mais uma para o quebra-mola …

Para falar a verdade, essa mobilização constante não faz meu gênero, pois prefiro ficar em casa e descansar em família. Mas meus gostos pessoais não invalidam a experiência. E, se democracia é comando pelo povo, devo admitir que o modelo expressa muito bem o conceito.

A autoridade é tão difusa que não se poderia pensar em golpe de Estado, mesmo porque não haveria como localizar o poder para tomá-lo … o que explica certamente o fracasso da tentativa de 2002 quando a pressão da rua inspirou a reação da tropa leal e o restabelecimento do governo legítimo. Um episódio – diga-se de passagem – em que Madri mergulhou até o pescoço e que explica o bate-boca com o rei Juan Carlos na Cúpula Ibero-Americana. Porque é exatamente disso que se tratava no momento da majestosa grosseria.

A arrogância, por sinal, não é monopólio dos ibéricos, pois o Parlamento Europeu em peso se achou no direito de meter o bico com uma moção de censura condenando a proposta de emenda constitucional visando quebrar o limite de dois turnos sucessivos na presidência venezuelana.

Mas aonde belga, holandês ou dinamarquês se acha titulado a opinar sobre o que a América Latina pode ou não pode submeter a referendo ?!? Tente imaginar o Congresso brasileiro tomando partido numa questão sucessória do Grão Ducado de Luxemburgo !! E por cúmulo de ironia, os 27 membros da União Européia têm eles mesmos sistemas em que primeiro ministro, presidente ou chanceler pode se suceder a si mesmo 10 ou 100 vezes conquanto for o gosto do eleitorado.

Se Paris quiser ver a Bruna por mais 20 anos, é só votar no Sarkozy até 2028, com garantia de total discrição por parte de Caracas que não irá incomodar com qualquer crítica nem exigir mudança de regra. E quer saber mais: a metade do velho Continente – a começar pela Espanha, justamente – tem reis e rainhas que povo algum jamais escolheu.

Entonces, porque no se callan!

O fato é que as emendas em questão foram objeto de um debate popular sem precedente em que a sociedade civil em peso discutiu cada vírgula das 30 sugestões do Executivo para retornar mais umas 30 em fim de circuito. Um pouco mais de 60 propostas formaram assim a matéria de uma consulta em que cada um se expressou mais uma vez para finalmente rejeitar o todo por margem de 1%.

Escolas, sindicatos, associações de classes, centros comunitários e botecos devoraram o texto em meses de discussão e formaram uma opinião refletida numa experiência exemplar e ordeira de governo pelo povo a deixar Miriam Leitão em pânico explícito!           

A verdade é que quase cada venezuelano – pro ou contra – conhece sua constituição na ponta da língua. Uma verdadeira raridade num mundo massacrado com futebol e novela …  

No total, Chavez talvez seja o chefe de Estado mais eleito do mundo. Ganhou duas presidenciais. Passou por dois referendos. Saboreou a vitória. Aceitou a derrota. Botou os conterrâneos para pensar. Organizou o contraditório. Alcançou resultados estupendos. E, francamente, é difícil ver naquilo um indício de despotismo.

Não podendo negar o óbvio, a turma do contra ocupa a mente com uma eventualidade. “Ah! Mas o Hitler também ganhou no sufrágio universal e usou a democracia para impor tirania. Então, cuidado! Pode ser um disfarce para melhor dar o bote”.

Sim. Mas se minha tia fosse homem, ela seria meu tio. Teria bigode, voz grossa e problema de próstata depois dos 50. Porém, é mulher e nada disso acontece nem acontecerá. Caso você queira tirar os olhos da realidade, contudo, é só acompanhar a mecânica mental de Renato Machado e viajar na hipótese.

Para desmentir mais uma mídia-manipulação que tomou conta da sua cabeça: o companheiro Presidente – contrariamente ao que você pensa – nunca controlou a imprensa nem tirou a liberdade de expressão de quem quer que seja. O aparato ideológico, aliás, tem perfil diametralmente oposto à imagem projetada, pois 80% do total – na ponta da caneta – se compõe de jornais, estações, e canais privados que odeiam a experiência chavista e alimentam uma oposição ferrenha. Uma verdadeira lavagem cerebral! Sem mentira. E desafio qualquer um de provar o contrário na matemática.

O governo bolivariano não proíbe ninguém de falar. Apenas cria seus meios. Entre os quais a TELESUR a vocalizar uma postura contra-hegemônica até pouco impiedosamente excluída. Cria, pois, um embrião de pluralismo há muito abortado no oligopólio mediático latino-americano. E a não renovação de licença da RCTV não teve outro motivo que o acintoso envolvimento no golpe de 2002 … em que – sem contar bilionários prejuízos – morreram mais de 30 pessoas.

Canal de televisão é para informar e não para fazer revolução, pois isto não entra no contrato de concessão. E se a Record comprasse a moda, Brasília não teria dúvida em tirá-la do ar exatamente pela mesma razão.

No total, Chavez me deixa frio, porque amor ou ódio não têm posto no balanço custo/benefício com que avalio político. O saldo, neste caso, me parece positivo, porém o interesse em defender um homem não move meu artigo. É antes o resgate da soberania popular que está em jogo. Porque votar e optar implica um juízo que a desinformação aborta sem apelo. É preciso, pois, democratizar o próprio processo democrático. E isso passa pela quebra do monopólio informativo. Uma mudança que pode demorar. Concordo. Mas, por enquanto, vai um conselho de amigo: desliga a televisão e olha para o mundo.

4 Responses to “Assim fala Hugo Chavez…”


  1. 1 Gabo 10/07/2009 às 19:01

    Afff…

    Que texto fraquinho, quase não consegui passar do primeiro período do primeiro parágrafo.

  2. 2 bebel 11/07/2009 às 10:59

    Discordo do comentário acima. Gostei muito do texto e queria parabenizar o autor por seu estilo único, capacidade crítica e bom humor.

    Gostaria apenas de perguntá-lo (um pergunta bem a lá estudante de Relações Internacionais de Brasília): como seria o movimento anti-sistêmico contra um movimento como este que Chavez representa?

    O sistema internacional tem sérios meios de colocar os “rebeldes” como Chávez, King Jong-il, Bashir, Ahmadinejad, Morales, e outros, em um mesmo saco e de isolá-los ou fazer com que não tenham capacidade de alterar o próprio sistema. Claro que os termos, a legitimidade e o uso da força variam de acordo com a ordem internacional – o sistema do século XIX é diferente do da Guerra Fria, e por aí vai. Qual seria então a sua opinião sobre o atual sistema internacional e a sua força contra-hegemônica?

    Atenciosamente e parabéns pelo texto mais uma vez.
    Isabel

  3. 3 Fabricio 12/07/2009 às 15:17

    Outro conselho de amigo: desliga o computador e começa a observar o mundo.

  4. 4 Francisco Monteiro Kamisaka 22/07/2011 às 16:07

    Excelente artigo! Só tem um equívoco no trecho:

    “Ah! Mas o Hitler também ganhou no sufrágio universal e usou a democracia para impor tirania. Então, cuidado! Pode ser um disfarce para melhor dar o bote”

    Hitler não foi eleito democraticamente mas sim nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg. Ambos concorreram à eleição presidencial da Alemanha em 1932, mas quem ganhou foi Hindenburg.

    Mais tarde, em 1933, quando o Reichstag apontou os nazistas como sendo o maior partido alemão, Hindenburg designou Hitler como chanceler devido a indicação de uma coalizão governamental.

    Ou seja, a turma do contra não pode nem numa “eventualidade” comparar Hugo Chávez com o füher nazista porque o primeiro ganhou no voto popular enquanto o segundo foi condecorado pelo presidente e mais tarde deu um golpe para assumir o parlamento de vez.

    Grande abraço!


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