Liga Árabe e União Africana se opoem à decisão do Tribunal Penal Internacional

Emerson Penha Malheiro

A Liga Árabe demonstrou oposição à ordem de prisão expedida pelo Tribunal Penal Internacional ao presidente do Sudão, Omar al Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade.

De acordo com um dos seus líderes, Amr Moussa, o Catar, um dos 22 Estados membros, também rejeitou a decisão.

Mais de 300 mil pessoas morreram na onda de conflitos em Darfur e 2,7 milhões tornaram-se refugiados.

Al Bashir nega as acusações e não coopera com a Corte. Inclusive, viajou ao Catar, como forma de demonstrar a ineficácia da decisão. 

Tanto a Liga Árabe, quanto a União Africana, temem que a decisão possa trazer instabilidade à região.

Não sabia que a aplicação de justiça traz consigo a instabilidade e a prática de crimes graves contra a humanidade e de guerra trazem estabilidade ao causar milhares de mortes.

5 Responses to “Liga Árabe e União Africana se opoem à decisão do Tribunal Penal Internacional”


  1. 1 Renato Carneiro 23/03/2009 às 11:47

    Com certeza esses governantes árabes e africanos que apóiam o genocida al-Bashir só estão pensando em livrar sua cara quando o TPI começar a investigar o caso deles…

    Prisão nele!!!

  2. 2 Pablo Jimenez 23/03/2009 às 14:18

    Discordo do comentario do Emerson Penha Malheiro na ultima linha. Claro que a decisao do tribunal pode sim trazer instabilidade a regiao!

    Primeiro porque simplesmete poe o principal participe do processo de paz como foragido da justica. Como negociar um tratado de paz para uma guerra que se prolonga ha decadas sendo que agora esse presidente pode ser preso se participar de uma negociacao de paz na ONU?

    Segundo, que a “justica a qualquer preco” pode causar muito mais vitimas do que o proprio Bahshir (que com certeza nao eh nenhum santo). Os rebeldes disseram que vao intensificar a luta e podem ate prender o Presidente. A guerra soh tende a piorar a situacao caotica do Sudao.

    Terceiro, que essa politica de faca de dois gumes eh para ingles ver. Ninguem faz nada contra Israel ou Guantanamo. Soh contra a Africa.

    Pessoalmente achei extremamente inoportuna essa decisao do TPI… E, estou de acordo com a Uniao Africa e a Liga Arabe: deveria-se primeiro buscar a paz para depois pensar em punir possiveis culpados por violacoes….

    Desse jeito a regiao nunca sera pacificada.

  3. 3 Pablo Jimenez 23/03/2009 às 14:22

    Fora que isso eh um bruto atentado contra a soberania de um pais… Daqui a pouco vai ter gente falando na CNN que o Brasil faz a mesma coisa com os indios na Amazonia e vao querer indiciar alguns politicos por aqui…..

    Nao me julgue mal; seria otimo ter alguns politicos aqui presos, onde quer que fosse! Mas nao por um tribunal que fica la do outro lado do oceano…..

  4. 4 Vanessa 03/09/2010 às 23:05

    Soberania não significa apenas a integridade de um território e a supremacia da jurisdição interna. Significa – e nos dias atuais principalmente – responsabilidade: os governantes devem assegurar a vida dos seus nacionais. O que vemos nos casos de Uganda, Ruanda e tantos outros é exatamente o oposto: o Estado suprimindo a sua população. Neste sentido, como negar que estes indivíduos tenham proteção internacional? Acredito que o TPI não deva recuar mesmo diante das resistÊncias internas, mas defendo ações calculadas, oportunidas, que pesem as necessidades e a vulnerabilidade das populações vitimadas.

  5. 5 Vanessa 03/09/2010 às 23:06

    digo, oportunas….


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